A LONGA CAMINHADA (Não Necessariamente Para o Oeste)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Cisne Negro



Ontem fui ao cinema para aproveitar a promoção que sempre tem em época de carnaval (afinal, para alguma coisa esta festa inútil tinha que servir). Não sou de ir na onda de filmes ganhadores do Oscar e bem recebidos pelos críticos, mas como essa tava ganhando prêmios para caramba antes em outros festivais (em especial a protagonista), resolvi assistir.

O filme conta a história de Nina Sayers, uma bailarina de uma companhia de balé em Nova York. Ela mora com a mãe, bailarina aposentada que incentiva na profissão de sua filha. Nina, como qualquer bailarina que se preze, determinada nos seus treinos, um tanto exaustivos, buscando a perfeição.

Quando o diretor artístico da companhia resolve substituir sua bailarina principal na temporada O Lago dos Cisnes, Nina ver uma possibilidade de crescer profissionalmente. Acontece que existe uma rival, chamada Lily, que também ambiciona o papel e é muito admirada pelo diretor.

Para Thomas, o diretor, Nina é sua 1ª opção por encaixar perfeitamente para o papel do Cisne Branco com sua pureza e encanto. Entretanto sua personalidade é o oposto de Lily, que se encaixa ao papel de Cisne Negro por ser sedutora e livre. E para Rainha dos Cisnes, ele precisa de uma bailarina que seja capaz de interpretar ambas. Por ser muito técnica e rígida, Nina precisa encontar seu Cisne Negro para não perder o papel para sua concorrente, na qual cria uma conflituosa amizade cercada de muitas intrigas. Para isso, ela transcende o lado mais sombrio de sua alma para tentar manifestá-la. O problema é que essa atitude pode levar para um caminho sem volta.

Gostei muito do filme, pois mostrou a pressão que existe na sociedade para que gente seja sempre o melhor. Pressão essa, que as vezes só existe na cabeça de nós mesmos. Gozado isso, pois as vezes sinto que tive esta mesma tensão durante o decorrer da minha existência até aqui e agora fico pensando porque deixei me levar por ela, se poderia ter aproveitado melhor as coisas da vida se não tivesse ocupado o bastante para ser o melhor em tudo. Vou dizer, no final deu até vontade de ter feito balé. Pena que na época eu tinha um preconceito besta imposto pela sociedade... como se a minha virilidade fosse colocada a prova por causa de uma simples dança.

Um comentário:

  1. Você me fez ficar mais curiosa sobre esse filme. Bem, acho que algum dia o assistirei.

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