A LONGA CAMINHADA (Não Necessariamente Para o Oeste)

terça-feira, 6 de julho de 2010

Frida Kahlo




Há 103 anos, nasceu uma pintora que eu admiro muito: Frida Kahlo. Sua arte a príncipio me fazía ter uma certa repulsa, mas como o passar dos anos e estudando um pouco mais sobre a sua história, comecei ter uma admiração enorme por esta mulher.

Frida aparentemente não parece ser uma mulher de força por ter sido magrinha e pequena. Porém as adversidades que a vida lhe trouxe, transformou o seu destino para todo o sempre. Em 1910, ela contrai poliomielite que acaba deixando uma lesão no pé direito e com isso acaba ganhando o apelido "Frida pata de palo" (traduzindo: Frida perna de pau). Por causa disso, começa a usar calças tendo momentos a se parecer com um homem, depois longas e exóticas saias.

Nascida como Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón no México, ela era uma mestiça mexicana, por ser filha de um judeu-alemão e de uma nativa. Desde pequena, já era envolvida com a arte, principalmente para ser modelo do seu pai, Guilhermo Kahlo, que era fotógrafo. Todavia ainda não mostrava sérios interesse pela área, que para seu pai, parecia usufruir apenas como passatempo. Chega a assistir aulas de desenho e modelado na sua adolescência.

Tudo parece comum para esta garota... até que no ano de 1925, ela sofre um terrível acidente, após seu ônibus colidir com um bonde, deixando-a totalmente ferida. Sua coluna foi quebrada em 3 partes, além de 11 fraturas na perna direita, costelas faturadas e sem contar de uma barra de metal que atravessou sua coxa esquerda e saiu na vagina... credo! Seguiram meses de dolorosas e caras terapias, em que sua recuperação contava com uma série de imobilizações com gesso e espartilhos, trações e cirurgias, que geralmente não funcionava. Seus venderam praticamente tudo para pagar suas operações. Só o que a fazía sofrer mais era o isolamento que o acidente a obrigou a ter e sua condição, que a deixava triste profundamente.

Com o tempo definitivamente de sobra, irônico isso, Frida voltou a pintar... porém não da mesma forma que antes. Agora exprimia todos os seus sentimentos através das telas. Depois de finalmente voltar a andar, Frida foi levar suas pinturas para ver se poderia ganhar algum dinheiro com elas. Visitou o renomado pintor Diego Rivera, para ouvir sua crítica profissional. Ele gostou tanto do seus trabalhos que resolveu apresentar para outros artistas e também virar o seu mentor. Com o passar dos anos, começaram a ter um caso e por fim, casaram-se. Frida começou a acompanhar Rivera em suas viagens, como na viagem para Nova York. Por seus ideiais comunistas, ela foi testemunha ocular das diferenças em que existe entre essas 2 nações vizinhas. Viu a obra de seu marido sendo destruida, por ter na imagem a cara de Lênin. Era uma grande afronta para os capitalistas.


No meio destas viagens, descobre que estava grávida, todavia por causa de séries de lesões do seu acidente, sofreu um aborto involuntário. Retratou toda sua dor no quadro "Henry Ford Hospital" de 1932. Frida ficou muito abalada... e se não me engano, teve mais 2 abortos. E descobriu que o seu acidente a deixou estéril e por isso não poderia ter filhos.

Sua tristeza tende aumentar, tendo vista esta infelicidade, ela resolve dá seu amor para seus sobrinhos e os animais, que vão desde pavão a macacos. Muito dos seus autro-retratos são acopanhado com seus bichos. E os anos passam e Frida aceita sua condição com serenidade, até as traições de Diego, que já sabia que era muito mulherengo, ela ignora. Todavia, quando Frida flaga sua irmã fazendo sexo com ele, aí não perdoa. Separa-se de vez e quando um vai viver a sua vida.

Até que um dia, Diego Rivera pede um favor para Frida: Para ajudar Leon Trótski a se proteger de possíveis atentados que possa sofrer a mando de Stalin. Entre 1937 e 1939, Trótski vive em sua casa junto com sua mulher e guarda-costas. E é nesta época que ela conhece André Breton, que qualifica a sua obra como surrealista. Indiferente, Frida descorda de Breton ao afirma que nunca pinta seus sonhos e sim sua realidade. Em 1939, ela expõe em Paris na Galeria Renón et Colle.

A cada ano que se passava, a sua saúde ainda fica mais abalada. Só que estes momentos sobrios foram o período mais produtivo de Frida. É também neste período que ela obrigada a passar boa parte de seu tempo na cama, entre coletes ortopédicos, agulhas e bisturis.

Em 1943, começou a ensinar na escola La Esmeralda, no México. Sua saúde piorou ainda mais, de forma que seus dedos dos pés grangrenaram e precisaram ser amputados. Passou outras cirurgias na coluna e acabou desenvolvendo infecções nos rins, entre complicações. Chegou até ficar de cabeça para baixo usando um espartilho de aço... e isto a deixava muito mais concentrada no seus trabalhos. Foi nesta época que produziu o quadro "Coluna Quebrada", este da ilustração abaixo.


E eu já tentei fazer uma releitura deste quadro, horrível por sinal! Foi quando paguei a cadeira "Pesquisa e Criação com Argila". A professora nem gostou, mas na minha frente era todo sorrisos. Chegou até admirar o meu trabalho, achando "magnifíco"... sei! Levei uma nota ruim, logo ela colocando um 7,0... eu vi! Só que agora tudo bem, era pra ter reclamado na época... fiz tão mal feito mesmo. Quem sabe futuramente eu tente de novo.

Mas voltando para Frida, ela se casou com Diego novamente, que ficou ao seu lado durante 9 meses em 1950, e durante amputação da perna direita em 1953. Neste mesmo ano, a Galeria de Arte do seu país finalmente organiza uma importante exposição em sua honra. Aconselhado pelo seu médico que não poderia sair de sua cama, nem para exposição por causa de sua saúde, ela participa assim mesmo numa entrada triunfal e original: Em cima da própria cama. Vendo a cena, o médico não teve como negar a sua participação.

Eu queria ter escrito uma postagem nos seus 100 anos, mas na época eu não tinha blog, he, he, he... então fica a homenagem no seus 103 anos de nascimento de Frida Kahlo. Ah! Uma promessa: Antes de completar 40 anos, ainda irei visitar no México a famosa casa azul.

VIVA LA VIDA

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