A LONGA CAMINHADA (Não Necessariamente Para o Oeste)

sábado, 21 de maio de 2011

Cópia Fiel



Num dia parado como qualquer outro, resolvi assistir um filme no Cinema da Fundação o que a tanto tempo não fazia. Este cinema ele é uma espécie de cinema chique, onde passa filmes que geralmente não cai na graças do grande público, mas de uns anos pra cá vem aumentando o gosto para este tipo de película aqui no Brasil.

O filme desta vez conta a história de um homem e uma mulher que se encontram e começam a tentar o jogo do casal. A cada momento, relação evolui como numa cópia perfeita da vida real. Este casal trata-se de um escritor que acaba de divulgar numa palestra o seu recente livro (que tem o mesmo nome da película) e uma antiquaria que está acompanhando sua palestra.

Filmes assim tem uma linguagem muito difícil para o público ordinário que assiste filmes comerciais, que caso tenha curiosidade em assistir, taxa logo com chato, sem história e parado (comentários clichês que geralmente se ouve sobre obras desse estilo). Acontece que na verdade tem que se prestar muito atenção para poder entender um filme desses e para quem vai ao cinemas apenas para se divertir não tem saco para isso. Eu mesmo, que já um bom tempo que tenho hábito de assistir filmes assim, não entendo direito de vez em quando e com esse "Cópia Fiel" também um foi pouco assim. Talvez, como mencionei nesta postagem, eles estejam representando dentro do próprio filme, que fingindo ser o que não é de uma forma tão digna quanto se fosse de fato verdade.

Com certeza é um tipo de película que se deve assistir mais de uma vez, pois não é de entregar o seu conteúdo abertamente para os desavisados. De qualquer forma, assim que terminou, eu sai do cinema pensando como a gente com o tempo muda, de ficamos de um jeito que nem de longe se aparenta como já foi um dia. Percebo que eu ultimamente não tenho mais aquela ânsia por novidades, de conhecer lugares, ou mesmo ambição naquilo que almejo. Sempre me orgulhava de que nunca aparentava a idade que eu tenho...

 Teimo agora que o meu espírito tenha envelhecido.

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