A LONGA CAMINHADA (Não Necessariamente Para o Oeste)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Finitude da Vida



Dia dos mortos... venho aqui meditar um pouco sobre o tema e como ultimamente este assunto está me afetando. Lembro que no início do ano sobe que um amigo meu perdeu a sua mãe e isso me deixou muito para baixo, pois no mesmo momento me coloquei no seu lugar e pensei:

"Será que suportaria tal perda?"

Já tinha sentido isso quando perdi a minha avó e meu pai ficou muito desesperado, isso foi em 1997. Aquela cena me deixou profundamente triste. E também quando a minha outra avó partiu deste mundo e vi o mesmo desespero nos olhos da minha mãe, que precisou mais de um ano para ela pelo menos sofrer menos. Tantas perdas, tantas partidas... desde o meu tio avô que partiu recentemente, ao meu amigo Alcides que teve sua vida arrancada antes da hora. Perdas que não restringe aos humanos, com por exemplo a minha gatinha Alícia que se em Abril, a sua mãe que sumiu já um mês, mas não tenho mais esperanças que volte. Poderia citar também Knut, Baltazar, Chumbinho entre outros. É muito ruim quando a gente não pode fazer nada para evitar... de nada adianta se lamentar.

Engraçado é que sempre pensei nesse tema, mas não com tanta força como está sendo nesses últimos meses, digo até que estou um pouco apavorado. Sinto que não é como nas outras vezes, que com o tempo a sensação ruim passava e tudo voltava ao normal. É como se a minha consciência tentasse me alertar de adversidades que sempre foram possíveis de acontecer, porém agora a probabilidade de fato é muito grande. Eu sei que isso é um assunto chato e nem gosto de comentar... todavia é melhor está preparado do que ser pego de surpresa.

A morte é assim mesmo: Não faz distinção de etnia, classe social, ideologia ou forma de vida. Todos que estão nesse mundo material terão que passar por ela, mais dia ou menos dia. Entretanto, tem o lado bom de se morrer, já que com ele a vida aparenta ter o valor mais precioso. Fico pensando como seria se tivéssemos uma existência infinita, será que isto seria sinônimo de felicidade? O jeito é aproveitar cada momento da nossa existência como se fosse o último suspiro, para que tenhamos o que se orgulhar quando partir.

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