A LONGA CAMINHADA (Não Necessariamente Para o Oeste)

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Especial Manaus: conheci a Amazônia


Pagando de turista no Teatro Amazonas.

Hoje faz 2 meses que fiz a famigerada viagem pra Manaus, nunca pensei que isso um dia poderia acontecer. Lembro que a primeira vez que ouvir falar do lugar foi no meu aniversário de 6 ou 7 anos (não me lembro) em que com toda a família fomos a churrascaria comemorar o dia do meu aparecimento. Dos meus pais tinha ganhado 2 fitas de videogame de Atari, na verdade de um genérico: Dactar. Ela era daquelas fitas em que tem vários jogos, que bastar alterar o setor, e o jogo muda. Atrás da fita tinha escrito "Produzida na Zona Franca de Manaus" e embaixo tinha o convite "Conheça a Amazônia". Apesar do convite inusitado escrito no cartucho, além de achar estranho o jogo eletrônico ser feito no meio do mato (desculpe o preconceito, caros conterrâneos de Manaus que chegar a ler esse blog) nunca pensei que um dia de fato eu iria. O tempo passou e a oportunidade chegou, mas infelizmente da minha parte ela não foi bem planejada. Mas isso deixo por final da postagem.

Bem, depois de quase 30 anos, volto a viajar de novo de avião, algo que imaginava nunca mais fazer. Afinal, quando fui era criança na época e não tinha aquela noção do medo de voar, que muitos tem e eu pensava que teria. O engraçado é que até que fui um bom passageiro, pensei que seria daqueles que entraria em pânico, mas até que superei bem. Tirando as turbulências que de vez quando tinha, até não é tão estranho, só tirando o fato de que fiquei com a dor de ouvidos do diabos, mesmo na volta, passei semanas assim. Chegando lá foi complicado: a pessoa (um devoto Hare Krishna) que tinha prometido um local com o irmão não retornava e como comprei a passagem e tinha decido ir assim mesmo, isso foi um tiro no escuro. Felizmente tive assistência do meu amigo Eduardo Moura, mais conhecido pelos amigos por Dudu que no fim da noite veio ao aeroporto me buscar depois de que eu tenha ficado quase o dia todo por lá.

Belchior: A pessoa ilustre, mítica e folclórica do Ivo Borges.

Manaus é interessante, a maioria dos produtos eletrônicos do Brasil são produzidos por lá, uma iniciativa governamental do passado para desenvolver a região. Tanto é que das capitais mais ricas do país ela é a 6ª, o meu Recife perde feio, ela fica em 15ª posição. Entretanto se colocar em comparação os estados, Pernambuco ganha fácil do estado nortista. Em outras palavras, Manaus praticamente leva toda a Amazonas nas costas. A renda é muito alta, mas em compensação o custo de vida é alto também. Chegar lá infelizmente só pelo mar ou pelo ares. por incompetência de governos anteriores do Brasil, a Transamazônica nunca foi concluída. É triste, pois queria ir para lá de trem, seria mais divertido. Melhor do que voar... Eu acho! Uma vergonha o Brasil tão grande e não ter uma via ferroviária decente.

Mas voltando em Manaus, uma coisa que me incomodou é que lá tem muita pista emburacada. E não é lugar pobre ou da periferia que eu falo, é de lugar nobre. Pista boa mesmo eu só vi perto do centro. Outro fato é que não senti o famoso calor de lá. Falaram pra mim que fui na melhor época, por isso que não cheguei a reclamar do clima, que aliás tava muito bom. É claro que não poderia deixar de visitar o Teatro Amazonas, teatro esse que a primeira vez que ouvi falar foi quando as Spice Girls foram pra lá isso nos meados dos anos 90 do século passado. Ficava pensando na época como um teatrão daquele tamanho ficava no meio do mato. Pois é, tremendo preconceito o meu, não? Depois eu reclamo que os sudestinos fica dizendo que no nordeste ainda vive a época do cangaço de Lampião. Pois é, vivendo, aprendendo e evoluindo. Aproveitando, o arquiteto do teatro era um pernambucano, pelo menos foi o que a monitora do teatro disse.

Vi alguns amigos que fazia mais de 15 anos que não via. Foi muito divertido relembrar casos da nossa infância como aparece neste vídeo abaixo:


Foi muito divertido esse dia, conversamos bastante e além de relembrar fotos, também passamos a jogar os jogos das antigas que eram o sucesso na nossa adolescência, eita tempo bom!!! Pena que nesta viagem não encontrei Eliane: minha amiga que nasceu em Manaus, mas conheci em Recife e que é outra que também morava na famigerada Vila Brigadeiro Ivo Borges. Ela tinha outros compromissos e desencontro foi inevitável... Tudo bem, minha viagem foi muito inesperada. Que fique pra outra vez, ou quando aparecer por aqui em PE, como prometeu... Vou cobrar, ha, ha, ha...


Agradeço de coração meu pai que mesmo não podendo bancou essa viagem e o custo por lá. Ele sabia que a viagem era importante pra mim e sacrificou muito por isso; Ao meu amigo Eduardo que depois de entendendo melhor o meu caso, aceitou como hóspede e passamos uma semana divertida, relembrando os bons tempos de criança; E também o devoto que depois me explicou o porquê de não ter entrado em contato e assim não ter conseguido um lugar para ficar a princípio. É uma pena que a manauara, o real motivo de ter feito essa viagem, não entendeu e não quis me ver. Tudo por causa de um problema de local para ficar, ela se aborreceu e cortou relação. Se fosse o contrário, não a abandonaria!! Afinal aqui em casa por 2 vezes recebeu pessoas desconhecidas que foram muito bem tratadas. Mas aí é aquela história: cada só pode dar o que tem.

Dudu e sua esposa Priscila que teve a paciência e a compreensão de entender o que eu fiz.

Gostava e ainda gosto muito dela, fiz isso tudo para encontra-la, mas foi em vão... Foi como nadar, nadar e morrer na praia, na praia do Rio Negro. Entretanto essa atitude não foi uma perda total, pois para quem achava semanas atrás que não iria conseguir, tive uma força de vontade tremenda, quebrando muitos e muitos paradigmas da minha cabeça, indo contra a minha natureza... Eu mesmo fiquei impressionado, algo que nunca sentir antes. Pela primeira vez na vida nos meus 33 anos sair da zona do conforto e fui atrás de um sonho, que para os outros seria um sonho banal, mas que pra mim significava muito: de encontrar alguém que se gosta, uma amiga que pra mim era tão especial que nem a considera virtual de tanta afinidade que sentia. Sentia isso, mas por ironia do destino continuou virtual, mas agora talvez nem amizade mais. Triste, mas a vida tem disso, as vezes temos carinho por alguém que nem sempre somos correspondido por ele.

A famigerada ponte do Rio Negro que tentei fazer um vídeo passando nela e ficou uma droga

Disso fica a lição: de planejar melhor seus projetos e de não esperar muita coisa dos outros, mesmo que essa pessoa seja bacana e te trate aparentemente bem.

Anfiteatro da Ponta Negra

Tudo na vida tem dois lados.

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